Cartas para o vento
Meu mais novo amigo,
Quando sentia palpitadas no coração e borboletas no estômago, costumava ouvir músicas que lembravam você e tinha vontade de escrever sobre meus sentimentos.
Rascunhei uma carta e mandei, sem muito pensar. Lembra-se o que dizia? Eu me apaixonara.
Você passou a existir no Natal, um presentinho que acidentalmente tropeçou nos últimos dias do meu 2008.
O começo foi tão estranho, fiquei confusa com sua atenção e seu desdém. Foi para longe – senti saudade da sua voz.
Quando te olhei, parado ao pé da porta – não hesitei.
“Não se envolva” – ela dizia bem baixinho no meu ouvido.
A minha vida mudou e o “nós” que algum dia existiu também.
Não sei porque tens tanto medo de se envolver – ou seria pretensão minha?
Não quero tuas respostas, sei das minhas e já basta.
Beijos.
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