Um amigo meu disse um dia: “O pior sentimento do mundo é o desprezo”.
No momento eu não concordei muito, eu era muito nova e não sabia distinguir ódio de desprezo e paixão de amor.

Hoje, sei distinguir um do outro. Já experimentei um de cada vez e todos de uma vez só.

Escrever é como um desabafo forçado.
Hoje escrevo porque preciso esquecer, chorar para tirar o peso da alma e ouvir músicas tristinhas.
Porque tudo isso é a minha terapia.

Pensei em escrever: “Se existissem filas, eu escolheria não passar na da sensibilidade”
Sim, por um momento pensei que ser sensível é dar a cara a tapa. Entro em contradição em questão de segundos e já penso: Qual é o sentido da vida se você não dá sua cara a tapa? Porque não podemos nos apaixonar por uma pessoa que acabamos de conhecer, ou que nunca vimos, ou nos apaixonar por um sorriso, por um gesto, pelo querer bem. Não são essas coisas simples que fazem a vida valer a pena e que viram filmes de comédia romântica?

Sim, eu passei na fila da sensibilidade e não me envergonho disso. Eu choro em comédias românticas, choro ouvindo música, choro por saudade e choro pela ausência.

Os sensíveis são eternos sofredores, mas são os que vivem mais intensamente e de forma completa.
São os que dizem “estou apaixonado por você” ou “estou com saudades” e não esperam ouvir um “eu também”.

Chorar é a inquietação da alma. É quando não vemos sentido em nada e buscamos (em vão) explicações para tudo.



One Response to “pensamentos de uma sexta-feira, 08 de maio de 2009.”  

  1. (rs) Parabéns, você escreveu muito bem.


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